domingo, 25 de junho de 2017

Dark Avenger: "The Beloved Bones: Hell" - Memorável, Instigante e Cinematográfico



Foram cerca de 4 anos trabalhando no álbum "The Beloved Bones: Hell", primeira parte de uma obra que será dividida em duas partes (A próxima será o "Divine"), e finalmente o disco se materializa, e se Mário Linhares e Glauber Oliveira, os principais mentores deste trabalho, falarem que este é o seu melhor álbum, não será aquela mera frase clichê muito ouvida quando alguém lança algo novo. (English Version)

Lembro que Mário Linhares comentou há muitos meses atrás, que buscava uma evolução, e que certamente o novo trabalho surpreenderia a todos, e  "The Beloved Bones: Hell" traz grandes mudanças, primeiro, na parte sonora, mas nada "descaracterizante", você vai encontrar a personalidade da banda, como no timbre vocal de Linhares; segundo, na temática, que parte para um lado mais real e sombrio.

Começando sobre a parte sonora, o álbum teve a produção e mixagem feita pelo guitarrista Glauber Oliveira, que fez um excelente trabalho, encaixando as peças sonoras nesta complexa obra, onde temos um Metal pesado e sombrio, que traz emoções e nuances diversas, passando por trechos progressivos, sinfônicos e até beirando o Metal mais extremo. 

O uso de orquestrações, percussões, corais e instrumentos diversos, como violinos e até acordeon, enriqueceram soberbamente os arranjos. Finalizando, a banda foi buscar no suéco Tony Lindgren (responsável pela masterização de álbuns de grupos como Kreator, Angra, Katatonia, Mirath e Sepultura, só para citar alguns), que tem feito grandes trabalhos no seu Fascination Studios, e um disco onde a banda buscava excelência e vinha trabalhando há tanto tempo, não poderia de forma alguma economizar em uma parte tão importante, e valeu a pena, pois o álbum soa muito, muito bem.


Sobre o conceito, baseado em uma experiência própria, Mário Linhares escreveu essa peça, um solilóquio (monólogo, discurso em que uma pessoa fala consigo mesma), onde o indivíduo, nesta primeira parte ("Hell"), trilha por onze estágios mentais, situações que provavelmente todos passamos por alguma, momentos difíceis, de frustrações, como uma doença, uma violência, dependência química ou uma insatisfação profissional.

O álbum se chama "The Beloved Bones", porque procura responder a uma pergunta simples: "Qual é a pessoa que você mais ama?". A resposta mais óbvia seria "Eu mesmo", então é daí a inspiração para o título. A ideia central em "Hell", é como o EMOCIONAL e o RACIONAL se confrontam, se comportam e progridem, definindo o EU, o qual trilha pelos 11 estágios.

Essa jornada pelos 11 estágios se inicia com o lamento do violino na intro de "The Beloved Bones", faixa título que abre o álbum, onde o Racional, surge do âmago do EU e bate de frente com o Emocional. Uma sonoridade pesada, de melodias sombrias, onde é preciso destacar já os detalhes nos arranjos, como as orquestrações e trabalho de vozes, e percebe-se um Linhares mais interpretativo, e driblou o tempo e outras dificuldades (pois passou por problemas de saúde um tempo atrás), com experiência e reeducação de sua voz, fazendo um grande trabalho.

As músicas vão se completando, e o peso e tonalidades mais baixas e sombrias são a tônica, e vamos enveredando por essa viagem musical, e fiz questão de enfatizar no título desta resenha que este é um álbum "Instigante e Cinematográfico", porque vamos experimentando as emoções do confronto do indivíduo da história consigo mesmo, e o clima sombrio traduz essas emoções conflitantes, desesperadoras e libertadoras. 

Sombrio, carregado de emoções, belo e complexo, mas não significa que é um álbum que fique relegado a um nicho de ouvintes, pois possui melodias, refrãos e riffs memoráveis (grande trabalho de guitarras, algo imprescindível em um álbum de Metal), e, mesmo que o ideal seja ouvi-lo por completo, acompanhando as letras, é perfeitamente plausível simplesmente apreciar as músicas individualmente, e em um álbum com uma qualidade tão alta, é também possível destacar os "picos", ou destaques, como em um filme mesmo. É difícil comentar destaques, e traduzir tudo o que você ouvirá no álbum, pois são muitos detalhes a descobrir, ouso então, lhes dar alguns "spoilers":

Já falei da abertura, com aquele lamento do violino, e a explosão Pesada, sombria e sinfônica de "The Beloved Bones";  "Smile Back to Me", a parte que fala sobre a "Negação", é uma peça sinfônica sombria e com agressividade nas guitarras, bateria e vocal,"King for a Moment", que é a que fala da fase da "Fuga", e onde está uma das minhas performances preferidas de Linhares, com o vocalista passa por vocais operísticos e até guturais, e aquela frase, que também está na música anterior, "There's no turning back to where once you called heaven", que ficou grudada na minha mente por dias, assim como as melodias, destacando ainda os diversos climas dela, com trechos beirando o Metal extremo. 

Você irá notar os sinos, que vão estar presentes no decorrer das músicas, que seria uma espécie de guia pelo caminho. A dramaticidade na fase da "Vitimização" em  "This Loathsome Carcass", mais cadenciada com muito peso e algumas percussões tribais. As melodias tem um algo de oriental. E também é onde temos a pergunta a ser respondida ao final: "Am I the Master of my life? (Eu sou o mestre da minha vida?); "Parasite", pesadíssima e muito agressiva, só poderia representar a "Raiva", foi também a primeira música apresentada. Beira o Metal extremo em momentos.


"Breaking Up Again", a "Súplica", onde o Emocional admite que não pode lidar com os problemas sozinho, mas novamente há um confronto. Temos uma bela e melancólica introdução ao piano e voz, para em seguida nos encontrarmos envoltos em um turbilhão, com passagens agressivas entrecortadas por trechos sinfônicos e progressivos; "Empowerment", uma parte crucial da jornada, a "Reflexão", , em uma peça musical sinfônica e vibrante.

As quatro músicas finais, são um ápice, com  "Nihil Mind" (o equilíbrio) e seus diversos climas, grandes orquestrações e corais. Melodias marcantes nos vocais e guitarras e refrão memorável, além da surpresa do acordeão; em "Purple Letter" as guitarras com flanger abrem esta fase, que representa a "Coragem", a hora do personagem abandonar a velha vida. Trechos velozes e climas sinfônicos e cinematográficos vão se intercalando, destacando os belos vocais femininos em contraponto com os de Linhares.

 "Sola Mors Liberat", a hora da "Decisão", momento que marca o fim de um ciclo, é traduzido em uma peça melancólica, onde temos um clima fantástico nos teclados. Note também a frase final, onde as palavras "My Friend" são ditas em dueto, representando a conciliação do Racional e Emocional. Destaque para o inspirado e melódico solo de guitarra ao final.

A belíssima balada "When Shadow Falls", com seu andamento meio "valseado", representa a "Liberdade", a reconciliação do Emocional e Racional. Percussões, violoncelos e guitarras acústicas dão a tônica deste, não poderia deixar de ser, final bem emocional.


Existem álbuns ambiciosos que se perdem em meio a produções pomposas e complexidade exacerbada, esquecendo o principal, que é compor grandes músicas, e e aí está o diferencial de "The Beloved Bones: Hell", um trabalho composto em prol da música, com grandes doses de musicalidade e feeling. Parafraseando o que falei no início, se a banda falar que este é seu melhor álbum, não será uma mera frase clichê. O Dark Avenger buscou evoluir, ousou e acertou em um álbum com alma e memorável.De arrepiar os pelos do braço!

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Dark Avenger
Álbum: "The Beloved Bones: Hell"
País: Brasil
Estilo: Heavy Metal, Progressive Metal
Produção e Mixagem: Glauber Oliveira
Conceito: Mário Linhares
Masterização: Tony Lindgren

Adquira na pré-venda (CD ou kit da foto abaixo): talktodark@gmail.com  (via depósito bancário ou pay-pal)
Em breve disponível na Die Hard e distribuição internacional a anunciar.



Line-Up:
Mário Linhares: Vocais
Glauber Oliveira: Guitarras
Hugo Santiago: Guitarras
Gustavo Magalhães: Baixo

Tracklist:
The Beloved Bones (Unconciousness)
Smile Back to Me (Denial)
King for a Moment (Fugue)
This Loathsome Carcass (Victimization)
Parasite (Wrath)
Breaking Up, Again (Craving)
Empowerment (Reflection)
Nihil Mind (Balance)
Purple Letter (Courage)
Sola Mors Liberat (Decision)
When Shadow Falls (Freedom)


   




Dark Avenger: "The Beloved Bones: Hell" - Memorable, Instigating and Cinematographic



The brazilian band DARK AVENGER, founded in 1993, are to be release their 6th album in august 1th. It was about 4 years working on the album "The Beloved Bones: Hell", the first part of a work that will be divided into two parts (The next will be the "Divine"), and finally the album materializes, and if Mário Linhares and Glauber Oliveira, the main mentors of this work, said that this is their best album, it will not be that mere cliché phrase much heard when someone launches something new.  (Versão em português)

I remember that Mário Linhares commented many months ago, that he was looking for an evolution, and that certainly the new work would surprise everyone, and "The Beloved Bones: Hell" brings great changes. First, in the sound part, but nothing "decharacterizing", you will find the personality of the band, that powerfull e with great melodies Heavy Metal, and the personal vocal rage of Linhares; Second, on the lyric's theme, which departs for a more real and somber side.

Beginning on the sound production, the album was produced and mixed by guitarist Glauber Oliveira, who did an excellent job, fitting the sound pieces in this complex work, where we have a heavy and dark Metal, which brings different emotions and nuances, passing by Progressive sections, symphonic and even flerting with the extreme Metal.


The use of orchestrations, percussions, choirs and various instruments, such as violins and even accordion, superbly enriched the arrangements. Finally, the band went on to search for Tony Lindgren (who is responsible for mastering albums of groups such as Kreator, Angra, Katatonia, Mirath and Sepultura, just to name a few), who has done great work on his Fascination Studios, and an album where the band was looking for excellence and had been working for so long, could not in any way save on such an important part, and it was worth it, because the album sounds very, very well.

On the concept, based on his own experience, Mário Linhares wrote this play, a soliloquy (monologue, speech in which a person talks to himself), where the individual, in this first part ("Hell"), traces through eleven mental stages, situations that we all probably go through, like difficult times and frustration, such as illness, violence, chemical addiction or professional dissatisfaction.

The album is called "The Beloved Bones" because it seeks to answer a simple question: "Who is the person you love the most?". The most obvious answer would be "Myself," so that's the inspiration for the title. The central idea in "Hell" is how the EMOTIONAL and the RATIONAL come into confrontation, they behave and have progress, defining the "I", which traces through the eleven stages.

Glauber and Linhares: Four years of hard work
This journey through the 11 stages begins with the violin's lament in the intro of "The Beloved Bones", title track that opens the album, where the Rational, rises from the core of the US and hits head on with the Emotional. A heavy sonority, of darker melodies, where it is necessary to emphasize already the details in the arrangements, as the orchestrations and work of voices, with a more interpretative Linhares, who tricks the time and other difficulties (since it went through problems of health a Time ago), with experience and re-education of his voice, doing a great job.

The songs are completing itselves, and the weight and lower and darker tunes are the tonic, and we are going for this musical journey, and as i said in the title of this review, this is an album "Instigating and Cinematographic", because we are experimenting the emotions, the confrontations of the central character with himself, and the gloomy mood translates these conflicting, desperate and liberating emotions.

Dark, full of emotions, beautiful and complex... but it does not mean that it is an album that is relegated to a niche of listeners, because it has melodies, refrains and memorable riffs, and even if it is ideal to listen to it completely, reading the lyrics, it is perfectly plausible to simply enjoy the songs individually, and in an album with such a high quality, it is also possible to point highlights, like in a movie. It's hard to comment on highlights, and translate everything you will hear on the album, there are many details to discover, then i'll give to you some spoilers:


We start with the stage "Unconciousness", where i have already spoken of the opening, with that lament of the violin, and the heavy, darker and symphonic explosion of the title track "The Beloved Bones"; afeter, "Smile Back to Me", the part that talks about "Denial", have darker and aggressive guitars, drums and vocals, "King for a Moment" which speaks of the "Fugue", and where is one of my favorite performances of Linhares, with the vocalist passing by operatic and even guttural vocals, and that phrase, which is also in the previous song, "There's no turning back to where you once called heaven", which remained stuck In my mind for days, as well as the melodies, highlighting also the diverse climates of it, with parts bordering the extreme Metal.

You will notice the bells, which will be present throughout the songs, which would be a kind of guide on the way. The dramaticity in the "Victimization" phase in "This Loathsome Carcass", a slow-tempo piece, highlighting the tribal percussions. The melodies have something oriental nuances. And it is also where we have the question to be answered at the end: "Am I the Master of my life?" "Parasite", represents the "Wrath". and is very heavy and very aggressive. Was also the first song presented. Border the extreme Metal in various moments.

"Breaking Up Again", the "Craving", where the Emotional Admits that he can not handle the problems alone, but again there is a confrontation. We have a beautiful and melancholy introduction of piano and voice, and then find ourselves wrapped in a whirlwind, with aggressive passages intersected by symphonic and progressive passages; "Empowerment" a crucial part of the journey, the "Reflection", in a symphonic and vibrant musical piece.


The final four songs are a culmination, with "Nihil Mind" (the Balance) and its diverse climates, great orchestrations and corals. Remarkable melodies on vocals and guitars, and a memorable chorus, plus the surprise of the accordion; In "Purple Letter" the guitars with flanger open this phase, which represents the "Courage", the hour that the character abandoning the old life. Faster drumming, symphonic and cinematographic climates are intercalating, highlighting the beautiful female vocals in counterpoint with Linhares' voice.

"Sola Mors Liberat", the time of "Decision", the moment that marks the end of a cycle, is translated into a melancholic piece, where we have a fantastic atmosphere on keyboards. Note also the final phrase, where the words "My Friend" are spoken in duet, representing the reconciliation of Rational and Emotional. Highlight for the inspired and melodic guitar solo at the end.

The beautiful ballad "When Shadow Falls", a melancholic waltz, representing the "Freedom", the reconciliation of Emotional and Rational. Percussions, cellos and acoustic guitars give the tonic of this song. An emotional end.

There are ambitious albums that get lost amidst pompous productions and exacerbated complexity, forgetting the main one, which is to compose great songs, and therein lies the differential of "The Beloved Bones: Hell", an album with large doses of musicality and feeling. To paraphrase what I have said at the beginning, if the band says that this is their best album, it will not be a mere cliche. The Dark Avenger sought to evolve, dared and hit an memorable album!

Text: Carlos Garcia

Datasheet:
Band: Dark Avenger
Album: "The Beloved Bones: Hell"
Country: Brazil
Style: Heavy Metal, Progressive Metal
Production and Mixing: Glauber Oliveira
Lyric Concept: Mário Linhares
Mastering: Tony Lindgren

Get pre-sale: talktodark@gmail.com  (payment by pay-pal)
International distribution, digital and physical, to be announced soon.

Line-Up:
Mário Linhares: Vocals
Glauber Oliveira: Guitars
Hugo Santiago: Guitars
Gustavo Magalhães: Bass

Tracklist:
The Beloved Bones (Unconciousness)
Smile Back to Me (Denial)
King for a Moment (Fugue)
This Loathsome Carcass (Victimization)
Parasite (Wrath)
Breaking Up, Again (Craving)
Empowerment (Reflection)
Nihil Mind (Balance)
Purple Letter (Courage)
Sola Mors Liberat (Decision)
When Shadow Falls (Freedom)



   

quinta-feira, 22 de junho de 2017

A picture is worth a thousand words - Rhapsody Porto Alegre - Brazil (may 2017)




Esta é nossa nova seção, onde, inspirados na famosa frase "Uma imagem vale mais que mil palavras", vamos colocar cobertura de eventos em que algum membro ou colaborador nosso participou, valorizando mais as imagens, e com poucas palavras! 

This is our new section, where, inspired by the famous phrase "An image is worth a thousand words", we will post photos of the events we have participated, valuing more the images, and with few words! Check our photo gallery "Rhapsody in Porto Alegre"

Rhapsody - Porto Alegre-Brazil (10 may 2017), photos By Diogo Nunes























Outmask: Boa Estreia dos Prog Metallers Sergipanos


O Prog Metal é um estilo que vem revelando nomes bem promissores aqui no Brasil. Há certo radicalismo de certos segmentos de apreciadores do Metal, devido ao caráter sonoro do estilo, por vezes taxado de "música para músicos". Mas técnica e sensibilidade são algo que, no meu raciocínio, devem ser dosados de forma inteligente, não escondendo do que se é capaz tecnicamente de maneira alguma, ainda mais por meio da arte musical. Os sergipanos do Outmask se enveredam pela estrado do Prog Metal em “A Kind Of Being”.

De forma súbita e exata, surpreendemo-nos com o conjunto de técnica agregado pelo quinteto, atentado pela complexabilidade e da fisionomia sonante, que é, consideravelmente falando, árdua, emulando faces de Metal tradicional sem restrições.  O que eu achei estranho são as faixas, que soam parecidas com as outras, tornando o trabalho monótono e muitas vezes sem soluções diferentes.

A produção é outro aspecto que deve ser observado e que dever ser melhorado no próximo trabalho do grupo, tangendo uma sonoridade muito morna e suja, algo incomum dentro do Prog Metal, sendo mais cabível uma textura mais limpa e elegante. Não estou dizendo que é ruim ou algo parecido, mas que poderia ser mais rebuscado. A ilustração de capa é assinada por Christian e Vivian Dutra, mostrando uma espécie de extraterrestre, fomentado pelo que passa na parte lírica.


Embora tenha alguns pontos que precisam ser ajeitados, vale evidenciar a musicalidade do grupo, não deixando a desejar em questão técnica, o que dá para perceber em cada uma das faixas, sendo, até então, o único ponto forte do disco.

Os principais destaques ficam por conta da longa “Awekening”, que traz peso e mudanças de tempo, com ótimas harmonias de teclado; “Contact” navega em compassos mais limpos, estampado por uma linguagem mais jazzística, com o Marcel Freitas roubando a cena com fortes timbres de baixo; “Numb” é marcada pelas melodias de piano, mas que anima pelo trabalho rítmico cheio de variação, vindo da sólida “Wilting”; “Divinity” vem numa pegada atrativa, vagueado por fases limpas e pesadas, esbanjado por nove minutos de técnica.
É um bom trabalho, mas que pode ser melhor se os fatores que citei um pouco acima forem ajustados, coisas que a experiência vai se encarregando.

Texto: Gabriel Arruda
Edição/Revisão: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Outmask
Álbum: A KindOfBeing
Ano: 2017
Estilo: Prog Metal
Gravadora: Ms Metal Records/Voice Music
Assessoria de Imprensa: Ms Metal Agency

Banda
Enaldo de Paula “Ed Paul” (Vocal) 
Daniel Faria (Guitarra)
Marcel Freitas (Baixo)
Omar de Paula (Teclado)
Diego Vieira (Bateria)

Track-List
1.    Awakening 
2.    Contact 
3.    Blindness 
4.    Numb 
5.    Wilting 
6.    Unformed 
7.    Divinity 
8. Reset

Contatos

sábado, 17 de junho de 2017

Amenize: Buscando Novas Ideias para o Modern Heavy Metal


Eis que os grupos que lançam mão das vertentes mais contemporâneas do Metal vêm emergindo com mais força aqui no Brasil. Se isso é ruim ou gera certo radicalismo? Não, muito pelo contrário! Nesse período, onde enxergamos total melhoria no Metal brasileiro, bandas que dispõem de outras visões e ideias são muito bem vindas e necessárias, principalmente ao público que busca novidades e que costuma ficar ligado a coisas mais frescas e contemporâneas. Como uma grata promessa, o Amenize ultima essa realidade com “Black Sky” (2015).

Composto por 8 faixas, “Black Sky” expande cessões invasivas e cheias de peso, permeada por riffs arrojados e com certos traços modilhados, vocais com bastante variedade, alternando contornos mais agressivos e melódicos. A parte rítmica é outro grande detalhe a reparar, mantendo-se sólida, sintetizando características  de grandes nomes do "Metal Moderno", como Lamb Of God, Stone Sour, Killswith Engage e entre outros, mas sabendo ser diferente e original.


A produção do Adair Daufembach, abonando também a mixagem e a masterização, traz clareza na união entre peso e melodia numa sonoridade pura e limpa, sendo que o próprio é bastante familiarizado com bandas que seguem esse tipo de som. A arte, feita pelas mãos do João Duarte, é sombria, acertando mais uma vez na criatividade como artista.

Somando, é um trabalho diferenciado, que não perde a emoção através das melodias, mas que hipnotiza com a brutalidade e peso.


Após a narrativa intro com “An Endless Dystopia”, “Unlocked” inicia de forma bem limpa, mas que depois ganha peso, havendo ótimas nuances de ritmo. Num andamento mais moderado, “Rivals” é apanhado de pegajosos riffs, resguardado de belas melodias vocais. “Leeches” prossegue de maneira mais cadenciada, com o baixo e bateria altamente carregados, assim como a moderna e abradante “Black Sky”. As partes mais avantajadas ficam por conta de “T-Rex” e “The Cream”

Mantendo essa ousadia apresentada em “Black Sky”, com certeza o nome do Amenize será muito comentado, agradando qualquer ouvinte de Heavy Metal e suas vertentes.

Texto: Gabriel Arruda
Edição/Revisão: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Amenize
Álbum: Black Sky
Ano: 2015
País: Brasil
Tipo: Modern Heavy Metal
Gravadora: Ms Metal Records
Assessoria de Imprensa: Ms Metal Agency

Formação
Bruno Santos (Vocal)
bRain (Guitarra)
Ricardo Strani (Baixo)
Danilo Cruz (Bateria)

Track-List
1. AnEndlessDystopia
2. Unlocked
3. Rivals
4. Leeches
5. Blood River
6. Black Sky
7. T-Rex
8. The Creator

Contatos
Instagram

     

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Helloween: retornando à capital gaúcha com Kai Hansen e Michael Kiske!


O improvável aconteceu a reunião do Helloween com Michael Kiske! Poderia ficar melhor?! Sim, pois trouxe Kai Hansen de volta! Ok, não tem como melhorar, não é?!

Tem sim, pois essa reunião não afastou Andi Deris e até então teremos um show contando com as três fases do Helloween, o que já era bom ficou ainda melhor!

E claro que a capital gaúcha não ficaria fora da rota da “Pumpkins United World Tour”, e no dia 31/10 teremos este show histórico na já consagrada casa de shows Pepsi On Stage.

O evento está sendo capitaneado pela produtora Abstratti e os ingressos já estão à venda.

Acesse o link a seguir e saiba maiores informações:


P/S: no decorrer dos meses traremos algumas matérias especiais sobre essas três fases monstruosas do Helloween, fiquem ligados na sua estrada para o Metal \\m//


Texto: Renato Sanson