domingo, 12 de agosto de 2012

Anneke Van Giersbergen: "Esta Sou Eu!"


Anneke Van Giersbergen sem dúvida é uma das mais talentosas, belas e marcantes vozes do cenário, reconhecida por sua linhas vocais características e com muita personalidade, desde muito jovem na música, teve seu talento reconhecido mundialmente com o trabalho junto ao The Gathering, banda da qual fez parte desde 1994, permanecendo até 2007, contribuindo em muito para o sucesso alcançado pelo grupo, a partir da estreia de Anneke, no álbum "Mandylion", de 95.  (ENGLISH VERSION ALSO AVAILABLE HERE)

Anneke também trabalhou com inúmeros artistas e bandas, de diferentes estilos, como Moonspell, Devin Townsed, Within Temptation, Novembers Doom, The Human Experiment, Wetton/Downes e Ayreon, para citar alguns. Inclusive, falando em Ayreon, Arjen Lucassen, que, como sabemos, gosta de produzir e escrever todas as composições e linhas de seus trabalhos, fazendo raras concessões, e, no caso de Anneke, ele declarou que nas participações dela em seus álbuns, ele a deixa fazer as linhas vocais e melódicas, pois não é capaz de criar as linhas da maneira que só a cantora consegue, e rasga elogios a ela.


Realmente, Anneke tem esse diferencial, muita personalidade, um estilo bem próprio e é capaz de se encaixar em qualquer estilo.

Após a saída do The Gathering, Anneke segue em uma carreira solo bem sucedida e neste ano lançou "Everything is Changing", primeiro trabalho levando somente seu nome. Contatamos Anneke para conversar um pouco sobre esse álbum e mais algumas coisas de sua carreira e também saber um pouquinho mais sobre essa talentosa cantora e compositora. E em seguida, nesta mesma matéria especial, você confere resenha do álbum e links dos vídeos.

RTM: Olá, Anneke, obrigado pela sua atenção e toda sua música, pessoalmente, eu sou um grande fã, e é um grande prazer fazer esse contato!

Anneke Van Giersbergen: Olá Carlos, prazer em conhecê-lo!

RTM: Bem, eu gostaria de saber as coisas que lhe inspiraram quando da composição do novo álbum, e qual é o significado do título dele para você (Everything Is Changing)?

AVG: Para mim, a vida em geral é sobre a mudança e lidar com essas mudanças. Eu acredito em movimento, não em estagnação.

Às vezes as mudanças acontecem lentamente, mas ultimamente parece que tudo está acontecendo muito mais rápido. Eu posso ver isso no mundo à nossa volta - mais e mais pessoas não estão colocando-se com injustiça por mais tempo.

Quando comecei a trabalhar no meu novo álbum, havia muita coisa acontecendo na minha vida profissional também. Eu conheci e comecei a trabalhar com novas pessoas e novos parceiros. Isso foi inspirador também.


RTM: Por que você decidiu não utilizar o nome "Agua de Annique" neste álbum? Você usará apenas o seu nome a partir de agora?

AVG: Eu não acho que muitas pessoas entenderam por que eu comecei a trabalhar sob esse nome, de qualquer maneira. Eu acho que eu estava com medo de ser capitã do meu próprio navio, e a ideia de "estar em uma banda" parecia lógica para mim, mas agora eu me sinto confiante o suficiente para mostrar ao mundo: "ESTA SOU EU!"

RTM: Muitas pessoas ainda perguntam-lhe sobre a saída do The Gathering? Pessoalmente eu acho que esta decisão acabou sendo certa, pois o The Gathering estava tomando um caminho muito experimental, e eu prefiro ouvi-la assim, como esta soando em seu trabalho, com mais melodia, mais sentimento... Como você avalia essa decisão hoje e para ter mais liberdade musical foi uma das razões para deixar a banda?

AVG: Inicialmente eu não estava pensando tanto em liberdade musical. Eu sempre tive interesse em trabalhar com um monte de pessoas diferentes (NR: falamos já na introdução desta matéria sobre as vária parcerias e colaborações de Anneke em bandas de vários estilos). Isso não era algo que os caras viam com bons olhos, mas eu queria, principalmente, ter um maior controle da minha própria agenda.

Naquela época, eu era a única com um filho, e eu queria ser capaz de estar a disposição de minha pequena família um pouco mais. Eu também tinha o desejo de gravar minhas próprias músicas um dia, sem ninguém interferindo. Em um certo ponto, tudo isso veio junto e eu sabia que tinha que fazer uma mudança. Foi a decisão mais difícil da minha vida.


RTM: Gostaria que você comentasse sobre duas canções, "Circles" e "Feel Alive" (que tem um simples e muito bonito vídeo). São letras tão emocionais, também são as que mais chamaram minha atenção e eu também vi vários fãs comentar sobre elas. Você poderia falar pouco mais sobre essas músicas para nós?

AVG: "Circles" lida com a capacidade que algumas pessoas têm de manter aparências, mesmo durante tempos muito difíceis na vida. Foi inspirado por bons amigos que passaram por momentos realmente difíceis.

"Feel Alive" fala por si: às vezes você está tão feliz por estar vivo e você sente vontade de gritar isso aos quatro ventos!

RtM: Gostaríamos de pedir para você comentar o vídeo de "Feel Alive", que ficou tão simples e tão bonito ao mesmo tempo. Como surgiu a ideia para este vídeo?

AVG: Eu e o diretor tínhamos um monte de ideias para esse vídeo. Começamos o dia com um close-up de mim cantando a música e depois de um take o diretor disse: "ver você cantar de perto é tão poderoso! vamos nos ater a essa ideia." Foi assustador, porque nós queríamos filmar um vídeo totalmente diferente, mas no final, eu estou contente que nós decidimos mudar os planos.




RTM: Você se sente realizada hoje, com seu trabalho? O que você gostaria de fazer ainda em sua carreira e ainda não teve a oportunidade?

AVG: Eu já me sinto muito abençoada e realizada. Eu acho que a única coisa "nova" que resta a fazer é lançar um álbum cheio de canções em minha língua nativa. Neste instante estou escrevendo uma canção em holandês, mas a prioridade é um álbum sucessor de "Everything Is Changing" para 2013!


RtM: Você começo bem jovem na música. Nos conte um pouquinho de como você começou, quem lhe incentivou a começar a cantar, tocar os primeiros instrumentos?

AVG: Meus pais ouviam muita música enquanto eu crescia. Música clássica, mas também Beatles e Stones. Meu irmão mais velho ouvia música pesada... então é daí que veio tudo isso. Eu sempre amei cantar e um dos meus professores percebeu que eu tinha uma voz muito boa e me incentivou a ter aulas. Eu ganhei a minha primeira guitarra quando tinha 14 anos, e foi quando eu comecei a tentar escrever minhas próprias músicas.



RTM: Quando você não está envolvida com a sua música, quais são seus hobbies e em termos de música, quais bandas ou artistas que você gosta de ouvir?

AVG: Eu gosto de dançar Zumba Music! !(N.R.: Aula dançada de fitness, inspirada em ritmos latinos) Há também um monte de bandas que eu gosto. Muse, Mastodon, Queens of the Stone Age, The Swell Season e Triggerfiner para citar alguns.

RTM: Bem, obrigado pela sua atenção, Rob pediu para não alongar muito (risos), vamos economizar o seu tempo para que continue criando sua belas melodias e canções para nós!

AVG: Obrigada Carlos!! Haha, na verdade, entrevistas por e-mail  podem demorar muito tempo, mas não se preocupe, foi um prazer!

Tudo de bom para você e para os fãs brasileiros! Obrigada por seu apoio!

Anneke XxX



"Everything Is Changing": Este novo álbum de Anneke mostra muito de sua carreira, pois aqui podemos encontrar músicas que remetem a sua fase no The Gathering, seus primeiros trabalhos como "Agua de Annique", e suas preferências musicais, que são bem variadas, tudo conspirando positivamente para Anneke mais uma vez brilhar com sua encantadora e marcante voz, provavelmente uma das mais belas do cenário.

É um álbum com músicas e melodias de fácil assimilação, porém com vários elementos que dão personalidade a cada uma delas, que você vai ouvindo e o tempo vai passando, e quando você termina de ouvir fica com aquele sentimento de "ah não, já acabou!", ou seja, proporciona uma audição pra lá de agradável, onde vamos sendo hipnotizados pela voz de Anneke.


Os fãs da cantora com certeza vão aprovar e fãs da boa música e com mente aberta também. E Anneke, eu acredito, conquistou essa admiração e respeito, inclusive por suas parcerias com vários artistas e bandas de estilos distintos, com esse feeling e sinceridade em seus trabalhos, possui o poder de agradar gregos e troianos.

Para terminar, cito alguns dos destaques, como o primeiro single e vídeo, "Feel Alive", que abre o álbum, já capturando o ouvinte pela melodia pegajosa e aquelas linhas características da voz de Anneke. O vídeo também é muito simples e bonito, onde a cantora parece estar conversando com você.



"Everithing is Changing", a faixa título, é guiada pelo teclado, uma balada muito bonita, destacando as linhas vocais e sobre-posição de vozes, com um clima quase que etéreo; "Circles", é mais uma linda e emocional balada, com voz, piano e arranjos orquestrais, e interpretação tocante e emocionante de Anneke. Realmente, uma voz magnífica e que sabe transmitir emoção em uma canção; "Stay" lembra a fase com o The Gathering, e é mais "heavy", com um refrão marcante. Aliás, com uma capacidade de criar melodias que Anneke tem, difícil alguma música não ser marcante!!

Resumindo, um belo álbum, que somente pela belíssima voz de Anneke já valeria a audição, mas que oferece muito mais.

Entrevista e resenha: Carlos Garcia
Fotos:Divulgação

Track List:
01. Feel Alive
02. You Want to be Free
03. Everything is Changing
04. Take me Home
05. I Wake up
06. Circles
07. My Boy
08. Stay
09. Hope, Pray, Dance, Play
10. Slow me Down
11. Too Late
12. 1000 Miles Away from You


Acesse abaixo mais informações:

2 comentários:

Anônimo disse...

linda e talentosa

PC disse...

essa mulher é D+