Snowy Shaw é sem dúvida um dos mais carismáticos, interessantes e talentosos personagens da história do Metal, tendo um currículo e uma história fantásticos, numa carreira, como todo mundo, com altos e baixos, mas sempre sem medo de ousar e olhando para a frente. (Read the English Version Here)
Completando mais de 25 anos de carreira, Snowy acaba de lançar um pacote com DVD/CD ao vivo, intitulado "Snowy Shaw: The Live Show, 25 years of Madness in the Name of Metal", trazendo um apanhado dessa história, onde fez parte e colaborou com diversas bandas, como King Diamond e Mercyful Fate, Dream Evil, Memento Mori, XXX, Notre Dame, Therion, Dimmu Borgir, Sabaton e tantos outros.
Além deste lançamento, que marca, não só uma comemoração de sua história, mas também o início de uma nova fase. Conversamos com este verdadeiro super-herói do Metal para saber mais deste lançamento, um pouco de história, planos e muito mais, numa entrevista muito legal, com muitas curiosidades e muito bem humorada, outra marca do sempre simpático e carismático Snowy! Confira, "The SHAW must go on!
Road to Metal: Bem, você está lançando o seu DVD/CD ao vivo agora em setembro. Pode nos falar um pouco mais a respeito dele, e como foi a escolha do set list? Afinal de contas, são tantos álbuns e bandas que você trabalhou! Deve ter sido um trabalho árduo escolher quais músicas entrariam.
Snowy Shaw:
Você está certo, há um “caixão de tesouros” sem fundo de canções para escolher, mas que
não foi a parte mais difícil. Como o slogan nos banners anunciou: "Snowy
Shaw toca as músicas favoritas de todas as suas ex-bandas", eu basicamente só selecionei
as músicas que eu mais gosto e que eu pensei que formariam um mix legal para os
shows ao vivo, também dependendo dos músicos e estrelas que estariam
disponíveis para a ocasião.
"Quanto ao fato
de que a maior parte das músicas que entraram, foram canções que eu escrevi,
foi apenas uma mera coincidência ... Só
que não! (Risos) Naturalmente, existe uma tendência de gostar das músicas que
você mesmo criou, caso contrário, você está definitivamente fazendo algo errado!"
O maior problema em escolher as músicas foi realmente todas as grandes músicas que eu tive que excluir, porque você simplesmente não pode fazer um show com umas 5 horas! Nada me impede de incluí-las no futuro, penso eu.
O maior problema em escolher as músicas foi realmente todas as grandes músicas que eu tive que excluir, porque você simplesmente não pode fazer um show com umas 5 horas! Nada me impede de incluí-las no futuro, penso eu.
RtM: Qual você considera que foi a a parte mais difícil dessa produção então?
Snowy Shaw: A parte mais
difícil, e então nós estamos falando do tipo de coisa que iria matar a maioria
das pessoas (risos), tinha muito pouco a ver com a música em si, mas pela
organização e coordenação do evento como um todo, desde as filmagens,
gravações, reunindo a equipe certa, o deslocamento das estrelas convidadas,
produção de palco e adereços, concepção e construção, merchandising, promoção e
a lista vai crescendo e crescendo, e quando você acaba fazendo basicamente tudo
sozinho, é uma carga de trabalho quase desumana.
Até o momento do show propriamente dito, eu estava um zumbi desgastado, mas a maioria das pessoas não percebem é claro. Coloque grande sorriso e apenas faça, The Shaw Must Go On!! (risos)
Assista o trailer do DVD no vídeo abaixo
Até o momento do show propriamente dito, eu estava um zumbi desgastado, mas a maioria das pessoas não percebem é claro. Coloque grande sorriso e apenas faça, The Shaw Must Go On!! (risos)
Assista o trailer do DVD no vídeo abaixo
RtM: E são
tantas bandas e estilos diferentes, este DVD também vai mostrar toda a sua
versatilidade, você trabalhou com bandas como King Diamond e Merciful Fate,
Dream Evil, Therion, Notre Dame, entre outros! Eu acredito que você também teve
que pensar bem sobre os músicos que iriam acompanhá-lo neste show ao vivo.
Snowy Shaw:
Com certeza, não foi uma tarefa fácil, e acima de tudo, músicos versáteis e capazes de tocar qualquer estilo
de forma convincente.
Sem dúvida a
minha banda conta com alguns dos melhores músicos do mundo, sem dever nada a
ninguém. Para esses dois shows que eu gravei e filmei para o pacote DVD/CD,
foram diferentes line-ups do primeiro para o segundo.
Não tanto por
escolha como por pura coincidência e no futuro pode haver uma mistura de ambos,
dependendo das circunstâncias e quem está disponível quando se trata de turnês
e fazer shows.
Eu posso ser
visto como um líder exigente, mas na verdade, eu sou dez vezes mais exigente comigo mesmo.
Assista a mais um trailer do DVD:
Assista a mais um trailer do DVD:
RtM: E como
foi a escolha do lugar certo para a gravação deste CD/DVD? Além disso, é claro,
a fase de produção, imagem e som, são muitos detalhes que envolvem que envolvem
uma produção dessas!
Snowy Shaw:
Infelizmente o Madison Square Garden, em Nova York, já estava reservado nas
datas que eu tinha em mente ... Não! (risos) Estou brincando, obviamente. Eu
escolhi para o primeiro show minha cidade, Gotemburgo, a.k.a. Metal Town. Não
só por razões de conveniência e de logística, mas porque, acredite ou não, eu
raramente toco na minha cidade ou na Suécia em geral.
No entanto, acabei
tendo de mudar de local algumas vezes,
com base no aumento de pré-venda de ingressos, e também dependendo do local que melhor se
adequaria ao tipo de produção de palco que eu pretendia construir, e também com
o que seria melhor do ponto de vista de filmagem.
RtM:
Provavelmente teremos algumas surpresas e alguns conteúdos extras no DVD?
Snowy Shaw:
Sim, além do show normal, há algumas coisas como bônus de bastidores,
entrevistas e outras coisas.
![]() |
Single "Dusk chegou a alcançar os primeiros lugares no Itunes |
Snowy Shaw: Quanto
ao Sinlge “Dusk”, fiquei muito satisfeito em ver que foi direto para o número
um nas paradas de rock do iTunes. Eu nunca prestei atenção a esse tipo de coisa
no passado, mas eu pensei que essa música merecia uma segunda chance, uma vez
que tinha grande potencial, e não é que eu estava certo! O single foi retirado
do vindouro DVD/CD (N. do R.: que está sendo lançado agora e setembro, e a
entrevista foi feita na segunda quinzena de agosto) , e o que nem todo mundo
sabe é que é uma musicado Notre Dame,
que foi originalmente lançada em um álbum de 99.
RtM: Quem sabe
já está vindo um trabalho solo em breve?
Snowy Shaw:
Claro, mas não apenas um. Este pacote DVD/CD apropriadamente intitulado “The
Liveshow: 25 anos de loucura em nome do Metal”, poderia ser visto como um
somatório de meu passado, mas também funcionar como o pontapé inicial para os
próximos 25 anos como artista solo.
RtM: Um monte
de trabalho com o DVD, e muito mais por vir!
Snowy Shaw:
Todo o processo de elaboração e finalização deste pacote DVD/CD foi um processo prolongado, para não dizer uma
“Hellride” (uma jornada infernal!) mas eu queria que fosse tão bom quanto possível,
então eu passei muitas horas trabalhando nele, a edição de arquivos de filmes,
mixando a música, etc... E então fundar minha própria gravadora, e todo o trabalho de produção, que não era
algo que eu tinha calculado, mas um homem tem que fazer o que um homem tem
fazer.
Este “porém”
fez com que o meu plano original de gravar novas músicas ser colocado em
segundo plano no mesmo período. Eu mal posso esperar para começar!
Ah Sim, eu
quase esqueci de mencionar...algo mais
surgiu no meio, que foi um ano inteiro de turnê pelo mundo com o Sabaton, que
era uma ótima oportunidade de jogar tudo pro alto, e eu não perderia por nada
no mundo.
RtM: Falando
sobre Sabaton, como foi o trabalho com a banda?
Snowy Shaw: Eu
posso dizer honestamente que eu nunca trabalhei com um grupo mais bem
organizado e agradável de pessoas do que com os caras do Sabaton e equipe. Não
estou dizendo que todos os outros e outras bandas não eram ótimos, mas com o Sabaton
eu realmente amaldiçoei a mim mesmo por ter a ambição de realizar meu
próprio trabalho. Caso contrário, eu poderia apenas ir junto e ter o melhor
trabalho do mundo pra sempre, e ao lado desses grandes caras .
Mas, mais uma vez,
você sabe o que eles dizem: “Um homem tem que fazer o que um homem tem fazer
...." (risos)
RtM: Nesse
período você também teve o convite para gravar os vocais do álbum do Mad
Architect? Que a propósito, gostei
muito.
Snowy Shaw: Fico
feliz em saber que você gostou do material do Mad Architect. Eu tenho que dizer
em primeiro lugar que este álbum saiu-se melhor do que eu esperava. A maior
parte do material eu gravei enquanto estava em turnê com Sabaton, sempre que eu
encontrava um pequeno intervalo de tempo para fazer alguns vocais em nossa
agenda muito agitada.
O líder Magnus Daun é um cara muito legal, e foi muito fácil trabalhar com ele. Eles são da minha cidade, Gotemburgo, mas eu realmente não tinha encontrado o cara pessoalmente, até o mês passado, quando nos encontramos pela primeira vez. Estamos pensando em fazer um novo álbum ainda este ano, sempre que eu encontrar tempo e o tempo permitir. Ansioso por isso já!
O líder Magnus Daun é um cara muito legal, e foi muito fácil trabalhar com ele. Eles são da minha cidade, Gotemburgo, mas eu realmente não tinha encontrado o cara pessoalmente, até o mês passado, quando nos encontramos pela primeira vez. Estamos pensando em fazer um novo álbum ainda este ano, sempre que eu encontrar tempo e o tempo permitir. Ansioso por isso já!
RtM: Sem
dúvida, um grande momento de sua carreira foi a entrada na banda de King
Diamond, e depois também no Mercyful Fate. Como foi a sensação de fazer parte
destas verdadeiras lendas, e como foi trabalhar ao lado de King Diamond?
Snowy Shaw: Eu
sou eternamente grato pela oportunidade que tive de participar do King Diamond bem
no auge de sua carreira, em 1989, foi ótimo trabalhar com King & Cia, mas
no outono de 1994 eu decidi sair e focar toda a minha energia no ILLWILL, banda
que eu nutria grandes expectativas.
RtM: E Sobre
Mercyful, conte-nos um pouco sobre sua participação nos álbuns "In the
Shadows" e "Time". Você chegou a participar das composições?
Snowy Shaw: Além
de trazer os arranjos de bateria e colaborar para a realização dos desejos de
King, eu não estava envolvido em nenhuma das composições do Mercyful Fate. E
isso é parte das razões pela qual eu deixei a banda, já que eu não tinha
permissão para contribuir criativamente de forma alguma. Eu certamente não
tenho problemas em entender seu ponto de vista sobre o assunto, já que
praticamente penso o mesmo pra mim. Para a maioria dos músicos/instrumentistas
isso funciona perfeitamente bem, mas, a longo prazo, para mim, isso não
acontece.
RtM: E sua
autobiografia? E eu li em algum lugar que você estaria escrevendo, e prepara o
lançamento para um futuro próximo. Como está o andamento deste projeto? Você
certamente tem muito pra contar nesses anos todos de carreira, e tendo
trabalhado com tantas pessoas e bandas.
Snowy Shaw: Sim,
acho que essa informação vazou de alguma forma. Sim, minha vida tem sido uma jornada, com constantes altos e baixos, e com certeza tenho um monte
de histórias para contar.
A verdade é
que eu tenho estado tão extremamente ocupado com outras coisas que eu não tive
tempo de escrever muito em todo este ano. Mas eu não tenho pressa, com tantas
coisas interessantes acontecendo o tempo todo.
RtM: Acredito
que o Notre Dame é uma banda que você tem um carinho e dedicação especial, e
vejo como um trabalho que diz muito sobre a sua direção musical. Estou certo?
Snowy
Shaw: O Notre Dame foi muito mais uma
extensão da minha imaginação fértil, e poderíamos dizer que mexia com todos os
tipos de coisas que sempre fascinaram e me inspiraram dentro deste caldeirão de
bruxas, resultando numa saborosa
“bitches brew” (trocadilho com a expressão “witches brew”).
RtM: Uma
curiosidade que tenho é sobre o que eu li uma vez, que um dos membros de Notre
Dame era um personagem fictício, é verdade?
Snowy Shaw: Eram
todos personagens fictícios e eu sou um super-herói ... se me permite ser um
pouco vago e enigmático (risos). Mais sobre isso em meu livro em breve...
RtM: Falando em "personagens", lembrei dos seus conterrâneos do Ghost, que é algo do tipo que sua criativa mente conceberia, inclusive até houve comentários que você poderia fazer parte do grupo, e você brincou com isso em algumas entrevistas. Mas, vá saber..heheeh.
Snowy Shaw: Hehehe, obrigado! Sim, chegaram a surgir rumores que eu seria o baterista deles.
RtM: Você também pretende lançar outros álbuns com Notre Dame?
Snowy Shaw: Hehehe, obrigado! Sim, chegaram a surgir rumores que eu seria o baterista deles.
RtM: Você também pretende lançar outros álbuns com Notre Dame?
Snowy Shaw: Eu
não vou fazer mais álbuns do Notre Dame, pois agora vou focar na minha carreira
solo. Ela terá muitos dos mesmos elementos do Notre Dame, embora com uma
direção um pouco diferente. Também terá a mesma formação do Notre Dame .... se
é que me entende! (Risos).
RtM: E sobre
quais os temas você mais curte escrever, o que inspira você? Acredito que
filmes de ficção e horror, bem como histórias em quadrinhos, até por causa da
estética de algumas capas, camisetas e outros materiais de seu trabalho.
Snowy Shaw: Bem,
essa é uma boa hipótese, embora seja bastante difícil de perder minha propensão
para a estética de clássicos de terror e outras coisas. Eu não sei o que me
inspira, a criatividade é a minha verdadeira paixão e é uma coisa “self-serving”,
eu acho.
A minha maior paixão na vida é escrever músicas, ser criativo e vir com conceitos e todos os tipos de coisas visualmente e musicalmente falando, e além. Infelizmente tenho tantas outras coisas para cuidar, gerir os negócios e toda a administração e organização, que eu considero uma verdadeira bênção sempre que eu encontro um pouco de tempo para realmente colocar fora tudo isso e realmente tocar ou trabalhar nas músicas.
A minha maior paixão na vida é escrever músicas, ser criativo e vir com conceitos e todos os tipos de coisas visualmente e musicalmente falando, e além. Infelizmente tenho tantas outras coisas para cuidar, gerir os negócios e toda a administração e organização, que eu considero uma verdadeira bênção sempre que eu encontro um pouco de tempo para realmente colocar fora tudo isso e realmente tocar ou trabalhar nas músicas.
RtM: E tendo
trabalhado com tantas pessoas, você conseguiria citar quais bandas ou pessoas
que você se sente ou se sentiu mais confortável de trabalha lado, e se você
poderia citar um momento que considera um dos mais importantes de sua carreira,
e se teve alguma que foi uma decepção?
Snowy Shaw: Com
exceção do Sabaton talvez, eu nunca me diverti tanto trabalhando com outra
banda como com o Dream Evil.
E não é nenhum
segredo que as coisas aconteceram muito feias e rápidas com Dimmu Borgir,
infelizmente. Normalmente, quando as minhas expectativas são muito altas eu
acabo mais decepcionado, como foi o caso com o Dimmu, Illwill, XXX e alguns
outros.
RtM: Lembrei-me
também o episódio "Dimmu Borgir", e a notícia de que você foi
anunciado oficialmente como um membro da banda em um dia, mas deixou a banda no
dia seguinte, voltando ao Therion.
Snowy Shaw: Bem,
há, obviamente, muito mais do que isso. Você não acredita seriamente que eu
poderia ter conseguido gravar baixo e vocais, lançar dois vídeos, fazer sessões
de fotos e ensaios e, tipo, em 5-6
diferentes cidades/países em um único dia?
Foi algo perto
de 7 meses eu acho, mas sem entrar em detalhes tudo o que posso dizer neste
momento é que houve muita turbulência e merda acontecendo com o manager da
banda, para que no final eu ficasse tão farto de tudo que eu desisti e voltei
para a minha família no Therion.
RtM: Eu
acredito que o trabalho com Therion e Christofer Johnsson, também é algo que o
satisfaça muito, e os fãs também tem certeza que é uma grande fusão. Você
poderia comentar um pouco sobre o seu relacionamento com o Therion, como o
convite para integrar o line-up surgiu, e que pontos mais o atraíram a trabalhar com a banda?
Snowy Shaw: Eu realmente
gostei de trabalhar com Therion. Durante os primeiros anos, foi tudo fantástico
e eu adorei, especialmente a turnê mundial do Gothic Kabbalah de 2007, eu tenho um grande
respeito por Christofer como líder de banda e empresário e com o que ele
realizou com sua banda por quase 30 anos agora. Muito impressionante. Nós ainda
somos muito bons amigos, Therion é como uma família.
RtM: Inclusive
eu estava assistindo o recente DVD do Therion, “Adulruna Rediviva”.
Snowy Shaw:
Grande! Eu ainda não tive tempo de assistir! (Risos)
RtM: E você
vai estar envolvido no próximo álbum do Therion e próxima turnê?
Snowy Shaw: Eu
acho que não, a partir de agora vou me concentrar 200% no meu próprio material,
e é por isso que eu saia de todas as outras bandas, embora eu possa fazer algum
projeto ocasional de estúdio, como o Opera Diabolicus e Mad Architect.
RtM: Você canta,
toca vários instrumentos, compor e até mesmo transita entre muitos estilos! Conte-nos um pouco de quando você
começou a sua carreira como músico, quem o influenciou no início?
Snowy Shaw: Hmm, longa
história, mas deixe-me ver. Eu primeiro entrei de cabeça no KISS quando eu descobri o álbum
Destroyer, eu tinha uns 7 anos e foi uma daquelas experiência tipo "Wow!!" o antes/depois, de como ele mudou a minha vida para sempre. Eu casualmente ouvia Purple, Sweet e Nazareth antes disso, mas com o KISS era algo completamente diferente. A
música em si é apenas uma parte de um quadro muito maior, embora neste álbum em
particular a produção fenomenal do super gênio Bob Ezrin foi nada menos que
uma verdadeira obra-prima, era a imagem de quão grnde era a vida, aplicado a uma criança que estava enlouquecida com os filmes de terror e super-heróis dos quadrinhos.
Eu não comecei
a tocar até cerca de 5 anos mais tarde, quando eu mais ou menos
forcei alguns colegas de classe a formar uma banda de rock, e não poderíamos ser piores, nenhum de nós tinha visto uma guitarra elétrica senão em fotos nesse
ponto (risos). Por alguma razão eu escolhi a bateria, provavelmente por causa de
Peter Criss do Kiss, embora naquele ponto em 1980-81 eu tinha desde muito
desistido de Kiss e estava mais em AC/DC e na nova onda de bandas de rock
sueco, que cantavam em nossa língua nativa. O que também ofereceu um modelo onde eu
poderia escrever letras de música, como eu não falava Inglês.
RtM: No começo você
já pensou em aprender e tocar vários instrumentos?
Snowy Shaw: Logo percebi
que bateria não era a escolha ideal de instrumento quando se tratava de
escrever canções, e uma vez que eu sempre tive mais ideias do que as pessoas
que eu toquei, eu tive que aprender um pouco sobre guitarra ou baixo apenas
com o intuito de apresentar a minha música ideias para os outros caras, e eu
acho que aos poucos eu fui ficando um pouco melhor no que fazia.
RtM: Depois você também começou a cantar.
Snowy Shaw: O canto não me ocorreu até muito mais tarde, mas praticamente pelo mesmo motivo, por necessidade. Todas as bandas que eu formava com grandes ideias e conceitos em mente, em breve começavam a deteriorar-se porque parecia totalmente impossível encontrar um bom cantor e, portanto, não poderia passar para o próximo passo e fazer shows ou gravar qualquer coisa, o que foi extremamente frustrante para mim. A partir de vários aspectos, não é apenas a combinação mais lógica, um cantor/baterista, por isso nem passou pela minha mente, até que lá pelos meus 20 anos eu resolvi arriscar.
Snowy Shaw: O canto não me ocorreu até muito mais tarde, mas praticamente pelo mesmo motivo, por necessidade. Todas as bandas que eu formava com grandes ideias e conceitos em mente, em breve começavam a deteriorar-se porque parecia totalmente impossível encontrar um bom cantor e, portanto, não poderia passar para o próximo passo e fazer shows ou gravar qualquer coisa, o que foi extremamente frustrante para mim. A partir de vários aspectos, não é apenas a combinação mais lógica, um cantor/baterista, por isso nem passou pela minha mente, até que lá pelos meus 20 anos eu resolvi arriscar.
RtM: Bom,Muito obrigado
Snowy, obrigado por tudo, pela música, com certeza você faz os meus dias e de muitos fãs serem melhores !! Deixo o espaço final para que você envie uma mensagem para os fãs brasileiros!
Snowy Shaw: Obrigado pelo contato, foi um prazer. Atualmente estou trabalhando em acordos com selos brasileiros para que eu possa lançar minha música aí, e eu realmente não
posso esperar para levar o meu próprio show para o seu belo país. Quanto mais
cedo melhor! Obrigado por seu apoio, isso significa o mundo para mim. Te vejo
na turnê de 2015?
RtM: Com certeza! The SHAW Must Go On!
Entrevista: Carlos Garcia
Edição/Tradução: Carlos Garcia
Fotos: Cedidas pelo artista
Official Site
Snowy Shaw Shop
Facebook Fanpage
Spotify
Itunes
]
RtM: Com certeza! The SHAW Must Go On!
Entrevista: Carlos Garcia
Edição/Tradução: Carlos Garcia
Fotos: Cedidas pelo artista
Official Site
Snowy Shaw Shop
Facebook Fanpage
Spotify
Itunes
]
Nenhum comentário:
Postar um comentário